Sei muito bem da baixa propagação e influência que este Blog possui na sociedade e nos formadores de opinião. Entretanto, venho através deste texto suplicar e implorar para que atitudes sejam tomadas frente a um caso que anda tomando grande repercursão e dramatismo no mundo esportivo, sem que nenhuma ação médica-legal seja tomada: a ocorrência de acidentes cardiovasculares no futebol.
Fico muito chateado e decepcionado com a visão REATIVA que os gestores formais e informais do futebol brasileiro vêem os casos de ataques cardíacos se propagarem no país e no mundo, vitimando mais e mais atletas e cidadãos sem que nenhuma medida legal seja tomada.
Caso Serginho (2004) : Nenhuma ação tomada (ainda aguardando).
Já se passaram 8 anos desde o primeiro caso de ataque cardíaco (seguido de morte) no futebol profissional brasileiro, morte esta que poderia ter sido evitada se o devido equipamento cardíaco estivesse pronto para uso. Serginho foi a primeira vítima de um fenômeno que pode ocorrer em qualquer atleta (de alto nível ou não), assim como cãimbras e lesões musculares.
Nenhuma ação foi tomada após este caso, apenas cerimônias de luto em respeito ao jogador.
Grande incidência pelo Mundo: Europa também despreparada.
Fenômenos como o acontencido com Serginho, vêm ocorrendo de maneira frequente no futebol profissional mundial. Semana passada, o jogador Piermario Morosini, 25, faleceu durante uma partida de seu Livorno pelo Calcio Italiano vítima de ataque cardíaco, à caminho do Hospital.
Há 1 mês, o jogador Fabrice Muamba, do Bolton-ING, conseguiu sobreviver após ficar 78 minutos com o coração inativo, após ataque cardíaco sofrido em partida válida pela Premier League.
Realidade atual:
A presença do desfibrilador segue sendo facultativa nos estádios ao redor do mundo.
Futebol Amador: Preocupação e Medidas URGENTES:
Arredondando por baixo, calculo que em Porto Alegre existam 10 complexos de futebol-7 (society) amador*, cada qual com uma média de 03 canchas. Extima-se, então, 30 canchas com média de 12 horas de funcionamento, onde 14 atletas (caso ambos times atuem sem reservas) utilizam cada horário por dia.
* Excluindo as quadras de futsal e campos de futebol 11.
Multiplicando estes valores (30 x 12 x 14), chegamos ao valor astronômico de 5040 atletas ou peladeiros de final de semana jogando futebol por dia na cidade.
Como todos sabemos, a média de idade destes atletas é sensivelmente acentuada, assim como seus hábitos alimentares e sedentarismo, potencializando ainda mais as chances de eventos cardíacos dentro de campo.
Portanto, ouso informar que neste mês é muito alta a probabilidade de algum atleta ter sofrido algum ataque cardíaco, e pior: pode ter falecido devido à ausência do bendito desfibrilador.
Como peladeiro de plantão, sei que o aluguel de uma hora em qualquer local em PoA não custa menos que R$ 150,00, sem considerar que no tal ''horário nobre'', chegamos a pagar R$ 180,00.
O valor médio de mercado de um desfibrilador gira em torno de R$ 5.000,00.
A presença deste dispositivo deve ser vista como medida de segurança obrigatória POR LEI em qualquer estabelecimento esportivo (canchas de futebol, academia, piscinas, quadras de vôlei, basquete,tênis, bocha) assim como capacetes são distribuidos em autódromos, óculos protetores em clubes de tiros, coletes em campos de Paintball, etc.
Cansamo-nos de apenas ler notícias de fatalidades, sem ser informados das ações preventivas geradas após tais incidentes.
A pergunta que fica é: Quantos ainda falecerão em função deste caso e o que você (possível próxima vítima) vai fazer para evitar isso?
Forte abraço e guenta coração!
Fonte:
http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2012/04/14/morosini-jogador-do-livorno-morre-apos-ataque-cardiaco-em-campo.htm
http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/ingles/ultimas-noticias/2012/03/26/em-recuperacao-apos-ataque-cardiaco-muamba-assiste-vitoria-do-bolton-pela-televisao.htm
http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1425261
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